Enquanto todo mundo comentava as taxas novas, um dado importante saiu quase sem barulho: a recusa do visto americano para brasileiros diminuiu.
Segundo os números oficiais do governo dos Estados Unidos, a taxa de recusa dos vistos B1/B2, de turismo e negócios, ficou em 14,8% no ano fiscal de 2025, contra 15,4% no ano anterior. Na prática, mais de 85 em cada 100 brasileiros que sentaram na frente do oficial saíram com o visto aprovado.
Essa queda aconteceu justamente no ano em que a política migratória americana ficou mais rígida, com uma onda de revogações de vistos e restrições anunciadas.
Vale um esclarecimento, porque gera muita confusão: a suspensão de vistos anunciada em janeiro de 2026, que incluiu o Brasil na lista, atinge vistos de imigração, ligados à residência permanente e a pedidos por parentesco. Ela não alcança o visto de turismo e negócios.
Só que existe um outro lado. Durante meses, os consulados no Brasil trabalharam sob a pressão de quem queria ver a Seleção de perto. Com o torneio encerrado, parte dessa demanda saiu da fila, mas, no mesmo mês, os Estados Unidos mudaram as regras do jogo: desde 1º de julho existe uma forma de furar a fila pagando, e outra cobrança, bem maior, está engatilhada para entrar em vigor.
Se você deixou o visto para depois da Copa, vale entender o novo cenário antes de agendar.
O que mudou no visto americano em julho de 2026?
Duas novidades pesam no bolso de quem vai aplicar agora.
A primeira já está valendo. Em 1º de julho, o governo americano lançou um programa piloto de agendamento prioritário: quem paga uma taxa extra de US$ 750 (cerca de R$ 3.850) tem a entrevista disponibilizada em até 10 dias úteis, conforme a disponibilidade de cada posto. Somando a taxa consular tradicional de US$ 185 (aproximadamente R$ 962,00), a conta chega a US$ 935, algo perto de R$ 4.810.
O piloto vale inicialmente até 31 de dezembro de 2026 e começou por consulados selecionados. Depois disso, o Departamento de Estado vai avaliar os dados para decidir se mantém o serviço, em que formato e por qual preço.
Preciso pagar os US$ 750 para conseguir entrevista?
Não. É um serviço opcional de um programa piloto que vai até 31 de dezembro de 2026. A maioria dos candidatos consegue agendar pelo caminho comum, principalmente com flexibilidade de cidade e data.
⚠️ Mas atenção: pagar mais não compra aprovação. O valor acelera o agendamento, mas a decisão continua nas mãos do oficial consular, com os mesmos critérios de sempre. Quem chega despreparado à entrevista só antecipa uma negativa. Clique aqui e veja nosso artigo sobre a nova taxa de US$ 750 e como ela funciona na prática.
E a taxa de US$ 250 que todo mundo comenta?
Essa é a segunda mudança e a que mais confunde. Trata-se da chamada “taxa de integridade de visto”, criada por lei americana em 2025, no valor de US$ 250 (cerca de R$ 1.285).
Ela vale para praticamente todas as categorias de visto de não imigrante, incluindo turismo e estudos, e é cobrada no momento da emissão do visto, não na aplicação. Não há isenção nem redução previstas.
O ponto que interessa a você: até o momento, a cobrança ainda não foi implementada pelos consulados, e a expectativa é que passe a valer antes do fim do ano fiscal americano, em 30 de setembro de 2026.
A fila diminuiu depois da Copa?
Nos consulados de São Paulo e Brasília, houve aumento na busca e, consequentemente, as datas estão mais escassas. No Rio de Janeiro a situação é outra. É possível agendar para datas mais próximas.
Vale lembrar que o Brasil tem cinco postos que emitem visto: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Porto Alegre, e você não é obrigado a aplicar no mais próximo de casa.
Então, vale a pena tirar o visto agora?
Para a maioria dos casos, sim e por quatro motivos concretos:
1. A taxa de aprovação para brasileiros subiu, e o cenário atual é mais favorável do que o de 2024.
2. A pressão da Copa passou, o que melhora as chances de encontrar vaga sem pagar prioridade.
3. A taxa de integridade de US$ 250 ainda não está sendo cobrada. Quem entra no processo agora tende a fechar por menos.
4. O visto americano é válido por até 10 anos. Tirar sem urgência é sempre mais barato e menos estressante do que tirar com a viagem marcada.
O erro clássico é o inverso: esperar a próxima “oportunidade”, descobrir que as regras mudaram e acabar pagando taxa extra para correr atrás do prejuízo.
O próximo passo antes que fique mais caro
O cenário de 2026 é claro: as regras estão mudando rápido e quase sempre para cima. Entre esperar e aplicar, quem aplica antes costuma pagar menos e escolher melhor a data.
Se você quer entrar nessa janela com a documentação revisada e a melhor estratégia de agendamento para o seu perfil, a gente cuida disso com você!
Do preenchimento ao preparo para a entrevista.
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